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A Socialite

Publicado: 07/12/2017 em muito feliz

Todo mundo tem um amigo/amiga diferenciado. Em bom e popular português, é aquela pessoa fora do padrão normal, que se destaca por uma peculiaridade, sempre com a noção fora da casinha e cujos detalhes se tornam marcantes e memoráveis. Nós temos uma amiga assim.

Não a conhecemos desde os primórdios de sua existência, mas pelos traços e histórico pessoal, deduzimos que a Cegonha por descuido e distração, deixou-a cair ou entregou em endereço errado. Uma loira de trejeitos delicados, fina, voz mansa, olhar calmo e andar sensual, tem o pacote completo e credenciais suficientes para pertencer à alta sociedade. Só não teve a sorte direcionada.

Se comeu o pão que o diabo amassou, é porque não soube fazer amizade com a fome. Mas Deus é grandioso e lhe agraciou com uma filha que é o colorido dos seus dias melhores. E nunca mais ela ficaria sozinha.

O charme e glamour natural a torna isca fácil para os aproveitadores de plantão. Se aproximam e logo pensam na vida boa que sua imagem poderia oferecer. Passou por isso uma, duas, três vezes, na quarta já estava quase graduada. Dia desses até trocou telefone com um Habib num café, mas logo percebeu que era golpe e deletou a possibilidade antes que terminasse com o chapéu na mão. De novo. Outra vez…

Conhece o que é bom: boas comidas, boas roupas, ótimos lugares e viagens mas só conhece mesmo, nem tudo foi desfrutado. Não nasceu pra ser pobre, é apenas a falta de recursos financeiros compatíveis com seu estilo e bom gosto. Aliás sabemos que é mesmo muito estilo pra pouco recurso.

“Como assimmmm?/ Ninguém merece/ Só por Deus/ To passando o c* no serrote/ Mentiraaaa…” são termos que poderiam ser bordões de alguma novela ou programa humorístico, mas fazem parte do seu vocabulário de fala doce aliado aos dedinhos na testa mostrando indignação em qualquer assunto nas nossas conversas.

Toda delicada feito boneca de porcelana, não pode usar um creme anti-idade daquele catálogo de marca popular pois sua pele é sensível. Nada de leite de rosas, só pode com água micelar pro rosto não esfarelar. Não se adaptou ao grupo de ginástica com precinho camarada lá no parque público, pois deitar na grama estava fora de cogitação e não era bom pro seu bico. No caso, o bico de papagaio.

Adora um médico, guias de exames, bula de remédio e receita médica só se for manipulada. Tome cuidado ao tomar uma simples aspirina perto dela, logo vai perguntar pra que, por que, como e desde quando você sofre com essa dor crônica. Diz que não pode fazer exercícios físicos pois tem a maldição dos vascular. Também tem pressão alta, glaucoma, alergia, lapsos de memória, unha encravada crônica e um coração enorme.

O problema é justamente esse coração enorme, pronto a ajudar a todos, mole demais para os fatos da vida e bobo ao extremo. Desses que não hesita e não desiste das tentativas em quem sabe um dia, ainda tirar a sorte grande pra desfrutar das riquezas que só o amor (merecido) poderá lhe proporcionar…

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Como Eu Era Antes de Você

Publicado: 27/11/2017 em muito feliz

Não vou falar do filme que leva o mesmo título. Sendo uma história melo-romântica, não assisti por ter perdido a confiança no romantismo. O que sempre esquecemos, é que o amor tem várias formas, suspiros, linguagens e um jeito peculiar de curar o que ele mesmo causa, seja a dor da perda ou da rejeição.

Muitos dizem que a vida é feita de escolhas, mas ninguém percebe que um determinado dia, a vida escolhe você e muda tudo nos seus dias que eram frios, sombrios e sem cor.

Estava sendo um ano difícil e interminável. E naquele dia, ela, a vida, me escolheu. Minha amiga mandou a foto e perguntou: “quer?”. No impulso e sem pensar, respondi com outra pergunta: “quando vamos buscar?”

E foi assim que a Cacau chegou, amedrontada, descabelada e desconfiada. O olho brilhou, coração acelerou e o amor foi instantâneo. No momento que a felicidade entrou cheirando cada canto e se aninhando no colo do meu filho, já não havia mais espaço para a depressão naquele apartamento.

Meses depois, minha amiga preencheu seu coração com um novo amor que não mente, não trai, não engana, não dá prejuízo e lhe presenteia todos os dias com sua presença alegre. De Brutus só tem o nome, sua doçura é contagiante. E o que era somente uma casa, tornou-se um lar tomado por potes de ração, almofadas, jornais, biscoitos, coleiras, caixa de brinquedos, roupas e fantasias caninas.

Qual matemática explica a multiplicação desse amor capaz de dividir-se em dois, três e continuar crescendo? Não contente apenas com o Brutus, a família cresceu com a chegada da Olivia.

Cachorros 1As conversas entre eu e minha amiga tomaram outro rumo. Nossos passeios incluem locais que recebem pets, trocamos as fotos de homens sarados no celular por cliques fofinhos de nossos quatro patas. As roupas estão cheia de pelos, os corações transbordam alegria e dos olhos escorrem um amor genuíno. Publicações em redes sociais só tem latidos e já rendeu tatuagem eternizada na pele. Viramos cachorreiras de carteirinha, alma e coração.

Eu já sabia que um animal preenche a vida #SpikeForever,  mas agora fica claro que também curam tristeza, depressão, solidão, mau humor, aliviam a tensão dos dias pesados, induzem à caminhada diária contribuindo com nossa saúde, nos obrigam a sair da casca e socializar e de quebra, aquecem os pés para dormir.

Animais são os melhores remédios. Estudos comprovam que sua presença assistida em hospitais melhoram a capacidade motora, diminui a ansiedade e depressão, melhora o sistema imunológico e auto estima. A terapia com cães e gatos é recomendada à idosos e crianças, mas quem permanece insensível perto desses bichinhos?

Nem todo amor fala a mesma língua. Se no mesmo idioma humanos não se entendem, é perfeitamente normal conversar com um cão e ele lhe entender. Louco é quem julga a diferença de espécies! E por falar em diferenças, vai uma dica: Amor não tem raça nem pedigree. Se assim fosse, eles jamais nos escolheriam, afinal quem somos nós?

Quando chegaram em nossos mundos não sabíamos o que fazer com eles, hoje não imaginamos nossas vidas sem eles.

Proibido Estacionar

Publicado: 28/09/2017 em muito feliz

Uma tarde de terça qualquer, as duas amigas fechavam o expediente e planejavam um café, o bate papo e as conversas em dia. Saíram do prédio e a menos de 50 metros dali ecoou um grito de “cadê meu carro, levaram meu carro“. O desespero tomou conta de uma e a outra ficou sem entender o que se passava, até avistar o cavalete na rua. Uma chorava copiosamente e a outra ria de nervoso sem saber o que fazer.

A situação era crítica e nada conspirava a favor: o carro no nome do pai, o documento  no porta luvas, veículo cheio de mercadorias, o porta malas tinha de tudo, até objeto suspeito (impróprio para o horário desta leitura), diversas bolsas de maquiagem que pra dona é item de sobrevivência, sapatos, mala com roupas, enfim, o carro era quase um trailer!

Se a situação era crítica, a solução era simples, naquela noite não tinha o que fazer. O cavalete estava lá, fresquinho no lugar do carro guinchado. Volte duas casas!! Não existe um “não” quando se trata delas. Alguém tinha que fazer alguma coisa, por pior que fosse o caso. Sacou o celular e chamou a terceira peça da engrenagem. O cenário pedia até um cano no futebol.

Menos de meia hora e um carro escandaloso adentrava a rua. Podia ser uma ambulância de resgate, o camburão que levaria a infratora, mas era somente a terceira amiga em seu carro que estava prestes a se transformar em circo sobre rodas.

A primeira providência – bizarra – foi registrar em risos e imagens, o momento épico com o cavalete debaixo do braço, num gesto de quem assume a infração. A segunda providência, tirar da cabeça dela a ideia de no dia seguinte, bater no flanelinha que garantiu a vaga segura, já que o mesmo não é o dono do ponto e estava somente cobrindo o lugar do titular, que no momento está preso. E se todos os contatos feitos falharam em ajudar orientando o que fazer, as três resolveram dar fim no problema maior: a fome.

Pararam na padaria, pediram uma pizza, riram mais do quecavalete choraram e reafirmaram o que na prática elas sabem muito bem: qualquer problema, por maior que seja, complexo, triste e difícil que possa parecer, somente juntas elas transformam nas suas melhores experiências.

Ah sim… no dia seguinte tudo foi resolvido, o carro foi retirado e nunca mais ela vai estacionar em local proibido.

Aula Gratuita

Publicado: 23/06/2017 em muito feliz

Não é novidade que gosto de dançar tal qual gosto de cantar, o que não significa que sei, mas garanto o pocket show. Eu amo cantar e nem penso nos vizinhos. Um dia eles acostumam ou eu aprendo a arte. Mas dançar é divino! Quem dera eu soubesse dançar como minha mãe sempre sonhou: uma pequena bailarina, leve e delicada feito uma borboleta.

Esquece a delicadeza. Dançando me assemelho a um elefante colhendo flores nos campos coloridos da Holanda. Não nasci com esse dom. Não sei dançar, não consegui aprender natação e cantar faço por teimosia. Pra espantar os males, como diz aquele ditado.

Há alguns anos entrei numa escola de dança de salão e estava indo bem, não derrubava ninguém, conseguia acompanhar com o olhar e desafiava a coordenação motora. Desisti porque rir sozinha não tinha graça.

Dias atrás a amiga entusiasta convidou pra fazer uma aula experimental de funk na academia que frequenta. Passei o dia me imaginando rebolando até o chão, jogando o quadril pro lado, mãozinha no joelho, barriga chapada em movimentos sensuais e o quadradinho de oito. Lembrei que a realidade é extremamente outra. A coluna já travou, o joelho estrala subindo escada, se agachar eu não levanto, a barriga é de dança do ventre e não tenho tempo pra saber o que é o quadradinho de oito. Enfim, encarei a aula gratuita de funk pela diversão com as amigas.

De top, legging e regata, acomodei o celular nos peitos e tentava, descontroladamente, acompanhar o professor moreno-tatuado-saradão e suas melhores alunas, aquelas que ficam na primeira fileira. Já viram circular nas redes sociais, o vídeo da senhorinha em sua primeira aula de zumba? Era eu amanhã…

Meu único triunfo na aula foi o suor queimando as calorias. Saí daquela aventura pingando em bicas, com a sensação de ter perdido uns três quilos. Bom, se perdi calorias até hoje não sei, mas perdi meu celular que morreu afogado nos peitos. Pois é, meu celular também não sabia nadar.

Fui embora da aula gratuita com um celular morto e rindo muito pra compensar o prejuízo. Não aprendi a dançar funk mas levei a lição: guarde qualquer coisa nos peitos. Chave, uns trocados, carteira, cartão do banco, até um amor, se sobrar espaço e merecer. Mas nunca guarde o celular nos peitos.

Frustrada…. nunca serei a Annita.

Mais Um Fim de Mundo

Publicado: 15/02/2017 em muito feliz

Última vez que fui convidada para um evento dessa magnitude era dezembro de 2012. Ainda bem que não paguei pelo ingresso e nem pela produção de roupa, cabelos e deslocamento, pois nada aconteceu. Agora estão noticiando uma nova edição desse evento para amanhã, porém não informaram o horário.

Segundo um cientista russo, o ápice da festa será a chegada de um asteroide na Terra causando um choque triunfal e inesquecível. Mas a NASA já mandou avisar que o convidado de honra não virá e tudo será cancelado novamente. Na dúvida se acontecerá ou não, prefiro não botar a mão no bolso e se eu for, visto o melhor que tenho.

Tem gente preocupada com o fim do mundo sim, várias formas de preocupação. Uns fazendo lista do que precisa cumprir ainda hoje, outros pensando no que vai sobrar depois, alguns planejando o que fazer se escapar dessa. Há quem esteja assistindo Armagedon para ter uma ideia do que virá pela frente.

Ouvi boatos que o Brasil não suporta um evento desse tamanho. Ao contrário do que estão dizendo, o Brasil é o país com melhor estrutura para sediar o fim do mundo, afinal já vivemos isso há anos e todo dia é um 7×1 diferente. Desvio do dinheiro público, crimes impunes, estados sitiados e tantas outras mazelas que tudo isso parece só uma prévia.

Se está valendo falar “viva hoje como se não houvesse amanhã” então bem que podiam antecipar pra hoje o saque do FGTS das contas inativas, poderíamos deixar o orgulho de lado e fazer as pazes como coração e com quem amamos, cancelar os boletos de cobrança pendentes, decretar open-bar na quarta feira, abrir a avenida Paulista e Faria Lima pra população festejar e dar início ao carnaval de imediato, assim podemos emendar com a festa do fim do mundo.

Terminando esse texto vou adiantar umas coisinhas e não deixar nada pra depois. E pode ser que sobre tempo e eu dê uma passadinha lá pra ver a todos, assim de última hora. Alguém sabe se vão servir martíni ou levo o meu de casa?

A festa acaba mas a vida continua, assim espero.

Sementes e flores

Publicado: 06/02/2017 em muito feliz

Nem acordamos direito e já se foi o primeiro mês do ano. Chegamos em fevereiro e meu medo é terminar este pequeno texto degustando os chocolates da Páscoa ou recebendo o aviso das férias coletivas. E não estou exagerando.

O ano de 2016 não foi fácil pra ninguém, os comentários em sua totalidade apontaram que foi o pior dos últimos tempos em todos os sentidos para muita gente. Num cenário imaginário, vi as pessoas saindo de 2016 como se fosse cena do seriado “The Walking Dead” ou seja: mais mortos do que vivos, nos arrastamos como zumbis vendo o dia 31 de dezembro como a porta da salvação para quem conseguisse chegar até ela. Sorte de quem saiu ileso de 2016.

Para colher frutos é preciso antes de mais nada, plantar suas sementes. O que esperamos colher quando não conhecemos as sementes? Aquelas três amigas receberam as sementes mais difíceis (senão as piores) para que cultivassem no ano que passou.

Luciana é uma mulher que tem tudo: bonita, inteligente, bem sucedida, independente financeiramente porém estava insatisfeita com seu casamento. De tanto engolir sapos, engordou, perdeu o brilho, a vaidade, a vontade e a auto-estima. Ela pressentia desde o inicio de 2016 que seu relacionamento estava indo pro brejo. E foi.

Donatta viveu seu ano de expectativas e promessas sem futuro, teve depressão, o corpo coberto por hematomas emocionais, crises de choro, perdeu o ânimo para o trabalho e estava deixando de viver para simplesmente existir dia após dia. Ligou sua vida no piloto automático e não sabia qual seria o destino onde chegaria.

Regina teve o Ano D: desemprego, depressão e decepção. Com exceção da decepção, nem tudo foi com ela, mas diretamente sentiu os sintomas dos 3Ds na boca do estômago. Juntou também o cansaço de ser sempre a ponte para que alguém seja feliz com outra pessoa e não com ela.

As sementes das amigas não estavam bichadas. Foram dadas com o propósito que fizessem germinar coragem e florir mudanças, só elas é que não sabiam. Num impulso, tiraram uma semana para uma terapia a três e protagonizaram o que podia ser uma continuação dessas comédias nacionais do tipo SOS Mulheres ao Mar ou Os Homens São de Marte.

Em uma semana, riram muito, choraram um bocado e transbordaram fé em dias melhores rotulados com a etiqueta Bem Vindo 2017. Fizeram pactos e promessas. Na passagem do ano não pularam ondas, mas permitiram banhar-se em águas renovadoras. Imitando Carlota Joaquina, valeu até bater os chinelos para não levar nem a poeira de 2016. O desejo era de apagar da memória e esquecer tudo o que haviam vivido até ali.

E não é que deu certo? Pouco mais de 30 dias do novo ano e as notícias são as melhores. Luciana está emagrecendo, recuperou o amor próprio e sua auto estima. Donatta recebeu uma ligação que mudou sua vida: uma proposta de trabalho que lhe abriu os horizontes e fortaleceu seus propósitos. Regina está mais confiante, não nas pessoas mas em si mesma e cogita a possibilidade de abrir o coração sem medo dos tombos e decepções.

As sementes podem ser as piores, mas as condições para que elas floresçam está em nossas mãos. A vida é um experimento, nem por isso plante seus sonhos em algodão. E não terceirize sua jardinagem. Ninguém senão Deus, fará melhor que você. Plante, cuide e confie. Já dizia meu amado tio, até a jaqueira também dá flores.

 

Fica…

Publicado: 14/09/2016 em muito feliz

Sempre que ouço a música “Encontros e Despedidas – Maria Rita” minha mente viaja e traz lembranças. Diz a letra que “tem gente que chega pra ficar e tem gente que vai pra nunca mais.” Eu digo que tem gente que passa sutilmente enquanto outros são tsunamis devastadores em nossas vidas. Particularmente gosto de quem fica, não importa o tempo de permanência, mas enquanto está, nos transforma no que de melhor podemos ser. Então fica…

Fica com aquela amizade que faz bem, com quem distribui e intensifica sorrisos, seca lágrimas em seu ombro enquanto te abraça. Aquela amizade que divide a conta e a cerveja, diminui o tamanho do monstro chamado problema, soma os melhores momentos e multiplica a sua fé.

Fica com aquele amor que não tem vergonha de passear de mãos dadas no shopping, que sorri contigo na presença dos amigos, te faz família, te inclui em planos para daqui meia hora ou pra vida toda. Não importa se é aquele amor que surpreende com um bombom ou uma aliança de compromisso, fica com quem te valoriza pelo que é, não pelo que tens.

Fica com quem é de verdade em qualquer situação que você se encontre. Quem alerta sobre seus erros em segredo e que te defende perante os inimigos. Fica com quem após dois turnos de trabalho ininterrupto, faz daquelas poucas horas contigo, uma eternidade cheia de melhores momentos.

Tá liberado ficar até na própria companhia, massagear os pés, ajeitar os travesseiros, preparar um chá, sorrir no espelho e se declarar amor próprio. Fica com teu lar, com teus bichos de estimação, tuas plantas, fica e cante para fazer vibrar as cordas vocais.

Se decidir mesmo ficar… Fica por inteiro, sem metades e sem se economizar. Fica pra transbordar, fazer bem, pra ser companhia, fica pro jantar, quem sabe o café da manhã talvez, e por que não? Mas fica por vontade e não por conveniência. Fica porque quer e não por obrigação.

E se não puder ficar, deixa perfume, deixa saudade, deixa boas lembranças, deixa suspiros. Só não deixe promessas no meio do caminho. Deixa a passagem livre pra quem merecer o lugar.

Mas acima de tudo, fica bem com quem te faz bem. Entre e fique à vontade.