Serve pra Artesanato?

Publicado: 08/03/2016 em muito feliz

Quando sua amiga pedir um conselho, dê-lhe um abraço, pois o conselho mesmo de graça ela não vai seguir. Já o abraço conforta antes e principalmente, depois do erro cometido.

A moça estava sem namorar havia mais de um ano. Sentia um misto de solidão com liberdade, tinha asas livres para voar mas estava cansada de fazer isso sozinha. E na espera da pessoa certa que tanto falavam existir, reapareceu aquele paquera das antigas, um chato, um mala sem alça e sem rodinhas, que veio pra cercar e ser cansativo. Ela foi alertada que tanto galanteio e insistência escondia alguma coisa obscura, mas como sofria da síndrome de São Tomé,  ignorou o conselho recebido e foi lá conferir o famoso “só acredito vendo”.

Foi e não acreditou no que viu, no que tentou ver, naquilo que nem mesmo seu maior esforço permitiu enxergar, sequer sentir. Que triste…

Logo com ela que no último relacionamento estava acostumada com dias intensos e criativos, noites tórridas e ofegantes com despertar matinal revigorante para ambos e café da manhã na cama. Foram quase dois anos protagonizando cenas quentes do tipo Nove Semanas com nuances do que se vê no redtube. Tempos felizes que ela viveu com alegria mesmo sabendo que nada é perfeito.

Mas um dia a festa do cabide acabou, o tempo passou e ela decidiu dar chance ao acaso. Sim, o chato, cansativo e insistente que pelo mesmo acaso ressurgiu das cinzas, não pagou o motel e por economia levou-a para seu puxadinho na periferia do morro da quebrada. Foi ali mesmo, naquele sofá coberto com capa do Brás, onde não conseguiu nem entregar o serviço básico que dirá a noite sem limites que ele havia prometido. Além da ferramenta pequena, o único manual de uso que ele tinha conhecimento era arcaico, não sabia usar os acessórios e o operador estava sob efeitos etílicos. Nem apelando pra ajuda divina o panorama foi revertido.

Ela nem dormiu. Tinha raiva, tinha ódio e quando amanheceu descobriu que também não tinha café e nem teria o pingado no boteco. Quando estava pronta pra descer as ruas estreitas do morro a pé e voltar de ônibus com toda sua dignidade, já que toda vergonha do fiasco pertencia somente a ele, o mínimo foi oferecido: a carona. E no silêncio do retorno sua mente trabalhava. A mãe dele confundiu os cuidados do umbigo e atarraxou outra coisa? Aquilo serve pra artesanato? Era material reciclado?

Ela teimou. Conferiu. Se arrependeu. Chorou de raiva. Riu de si mesma. E foi lá resgatar o abraço e ouvir a amiga dizer “Eu te avisei”.

artesanato

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comentários
  1. Liliana disse:

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, sem comentário !!!!! Eu te avisei !

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